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CPMF

Publicado por: Patrícia em: 13 Agosto 2007

A contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF) surgiu em 1996 com o objetivo de “salvar” a saúde pública, já que o Sistema Único de Saúde (SUS) passava por grandes escândalos como morte de bebês em UTI´s do Ceará, isodos mal tratados e até mortos por contaminação em hemodiálise. O povo brasileiro estava eufórico com o fortalecimento que a economia havia ganho: estávamos com uma nova moeda (o Real, implantado 2 anos antes) e não havia inflação. Isso fez com que o novo custo fosse facilmente assimilado e contribuiu para que a carga tributária do brasileiro conseguisse chegar ao posto de uma das maiores do planeta [1].

Baseada na edição da Lei nº 9.311 de 24 de outubro de 1996 instituiu-se a CPMF, a qual passou a vigorar em 23 de janeiro do ano posterior, originalmente com uma alíquota de 0,20%. Em 23 de janeiro de 1999 esta contribuição foi extinta, sendo substituída pela IOF (Imposto sobre Operações Financeiras), mas em 17 de junho do mesmo ano, sua cobrança foi reestabelecida e sua alíquota elevada para 0,38%. Desde então ela vem sendo prorrogada e a taxa de alíquota apresentou algumas alterações. Hoje tem-se uma alíquota de 0,38% e no dia 31 de dezembro deste ano encerra-se seu período de vigor. Os R$ 32 bilhões que foram estimados como arrecadação no ano passado foram destinados ao Fundo Nacional de Saúde e para o Fundo de Combate à Pobreza [2, 3].

O tributo federal incide sobre movimentações financeiras de pessoas e empresas sendo que a base de cálculo que atua é o valor da operação. Deste modo, seja qual for a operação que você realize em sua conta, 0,38% do valor da operação será enviado aos cofres públicos.

Como mencionando, a CPFM deve deixar de ser cobrada em 31 de dezembro de 2007, no entanto, existem planos de prorrogá-la novamente. Desde que essa idéia foi lançada, diversas manifestações iniciaram-se em desacordo a tal. Uma delas é a Federação das Indústrias de São Paulo (Fiesp) que visa chegar a 1 milhão de assinaturas para solicitar a abertura de um plebiscito sobre a prorrogação [4].

Caso você seja uma das pessoas que não quer que essa contribuição espontânea continue a fazer parte da sua vida, participe do abaixo assinado (o qual já conta com quase 700 mil assinaturas) disponível aqui.

Fontes:

[1] Manifesto da Sociedade Brasileira contra a Manutenção da CPMF
[2] CPMF
[3] Conheça a história da CPMF, o tributo provisório incidente desde 1994
[4] Brasileiros votam contra a CPMF

1 Resposta para "CPMF"

É tão bom saber pensar livremente, independente de patrulhas ideológicas. Não podemos ser contra uma determinada coisa porque “todo mundo” (grande mídia, entidades classistas, etc.) é. Não podemos aceitar que somos apenas papagaios repetindo os que os outros pregam.
Eu sou a favor da C.P.M.F. Eu sou contra o Imposto de Renda e outros tributos que oneram tanto o processo produtivo brasileiro, favorecendo a sonegação, o desemprego, a corrupção e recessão econômica.
Os principais tributos incidem sobre bases irreais, facilmente sonegáveis e de difícil (e cara) fiscalização e arrecadação.
È muito mais difícil sonegar a CPMF.
Vamos aumentar a C.P.M.F. e acabar com O Imposto de Renda sobre os salários dos trabalhadores. Vamos desonerar a folha de pagamentos das empresas.,
Acessem meu blog: http://blogdowalmire.blogspot.com/
Leiam o artigo “CPFM: a quem interessa seu fim?” e vamos refletir melhor.

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