Publicado por: Patrícia em: 30 Julho 2007

É, eu vou sentir muitas saudades do Pan. Pouco acompanhei pela TV, mas sempre estava atualizando as páginas da Internet que continham informações sobre as provas e que durante esses 17 dias foram minhas fiéis companheiras.
Não sou adepta a esportes e nem gosto de todos: não topo muito com basquete e nem com os que envolvem lutas. Na verdade nem conhecia como funcionava a grande maioria das modalidades, possivelmente por descaso, e a existência do Pan fez com que eu abrisse os olhos para eles é começasse a admirar tanto a modalidade como seus atletas.
Admirar a força das meninas da ginástica e imaginar o desgaste e o sofrimento para chegarem aonde chegaram. Sofrer e festejar com as conquistas do Atletismo (em especial o salto com vara e a maratona): acho incrível ver os atletas superando as barreiras físicas do próprio corpo e literalmente fazer “das tripas coração” para honrar o país que defendem e sentirem-se vencedores. Vibrar com a natação e ver a ascenção de Thiago Pereira, o moço que ficou com o pescoço pesado de tanto carregar medalhas. Ficar intacta na frente da TV nos jogos de vôlei admirada com a visão e a velocidade que a modalidade ganhou com o tempo. Aprender as manhas do hipismo: aprender que não é simplismente saltar com um cavalo e que não existe só a vela como esporte aquático. Descobrir esportes: softbol, uma espécie de beisebol para mulheres e eu não imaginava que existia um time desse treco no Brasil.
Enfim, não vou expor opiniões sobre o Brasil como sede do Pan-Americano, pois vejo muitas divergências sobre o assunto e tem muita coisa que ocorreu a contento, mas tem muita que não ocorreu. Só acho que os atletas (seja qual for a nação que representam) devem ser parabenizados pela garra que mostraram a todos. Aos brasileiros, o agradecimento deve ser maior ainda, pois fazia tempo que não se sentia orgulho de ser brasileiro como nesses dias que passaram.